O Search arte, moleque e de improviso morreu?

O Search arte, moleque e de improviso morreu?

Alguns dias atrás li uma matéria do Pyr Marcondes sobre a assustadora concentração de mídia online mundial em 2 players, Google e Facebook. Os 85% de concentração de verba nestes dois veículos em US mostra o quanto o jogo da mídia está mudando de Comunicação para Tecnologia.

A maior parte das agências nacionais e anunciantes, que optaram por internalizar suas áreas de search, apostam em levar a campo times pequenos, enxutos, e a primeira vista rentáveis, mas esquecem de investir em tecnologia e uso de dados, baseando toda sua operação em pessoas, que vem e vão.

Se os 7x1 do Mineirão expuseram a falta de preparação, planejamento e uso de dados dos nossos profissionais de futebol, a “comoditização” das operações de links patrocinados escancaram que o uso de tecnologia separa os craques dos juvenis.

Como a escalação certa de tecnologias pode ajudar a formar um time campeão de resultados?

BidManagers: Ferramentas como AMO da Adobe, Kenshoo e Google DS3 estão cada vez mais eficientes, em contas com grande capilaridade de termos de produtos ou serviços a economia de tempo pode chegar até 30% e este saving de horas pode aumentar seu tempo de estratégia e/ou melhorar a rentabilidade de uma conta.

Automação baseadas em Feeds: A partir de um arquivo XML por exemplo elas podem controlar entrada e saída de anúncios de acordo com sazonalidade, geolocalização, estoque e preços e são vitais para operações de Travel e Ecommerce.

Sync de TV/Radio: Tendo como base o conceito de second screen, é possível dar um boost em campanhas de offline aproveitando-se do interesse que estas geram em buscadores, afinal quem nunca correu para o Google para saber mais sobre aquele carro incrível que acabou de aparecer na TV?

Micromoments: Permitem criar campanhas baseadas em regras sensíveis a informações variáveis como clima, cambio, eventos esportivos e shows. É o velho case de ser mais agressivo em uma campanha de ar-condicionado quando a temperatura sobe em uma determinada região.

DMPs: Cruzar dados de 1st e 3rd party data são uma realidade, conhecer o comportamento dos seus públicos e identifica-los através de clusters/personas permite termos o tom de voz de anúncio certo para cada um deles em seus diferentes momentos da jornada.  

O golaço neste cenário cada vez mais tecnológico é se aproveitar de todas as possibilidades e formar profissionais que pensem e saibam transformar informações e dados em estratégias incríveis, e não apenas sejam operadores de mídia. Malemolência, habilidade e improviso sem o uso correto da tecnologia é como ter o Neymar jogando sozinho na minha desorganizada Portuguesa de Desportos. Mas fique atento, o uso de tecnologia e principalmente inteligência de dados sem pessoas preparadas não passa de “Gourmetização da Mídia”.